
Colagem inspirada em Henri Matisse para bem pequenos
Exploração de cores, formas e colagem inspirada em Henri Matisse, adaptada para crianças de 1 a 3 anos.
Resumo rápido
| Ano escolar | Creche |
|---|---|
| Componente curricular | Arte |
| Duração estimada | 30 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EI02TS02 · EI02TS03 · EI02CG05 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Traços, sons, cores e formas
Objeto de conhecimento
Exploração de materiais e técnicas artísticas simples; apreciação de cores e formas; expressão através da colagem
Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa, areia, água); explorar cores, formas, texturas, planos, luz e sombra na elaboração de trabalhos de arte; reconhecer as cores primárias e secundárias em materiais e objetos do ambiente; usar o corpo inteiro na brincadeira e no jogo, explorando gestos, movimentos, equilíbrio, destreza, direção, espaço e temporalidade
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Crianças dessa faixa etária precisam ter tido experiências básicas com materiais manipuláveis (papéis, massinha) e conhecimento de cores primárias. Não é necessário conhecimento prévio de Matisse; o foco é a exploração sensorial e livre.
Objetivos de aprendizagem
Proporcionar uma experiência artística sensorial através da colagem, inspirada nas formas e cores vibrantes de Henri Matisse, estimulando a criatividade, a exploração de cores e a motricidade fina em crianças bem pequenas.
Explorar e manipular diferentes texturas e tipos de papel de forma livre e sensorial
Experimentar a combinação de cores primárias e secundárias através da colagem
Desenvolver habilidades de motricidade fina ao rasgar, pegar e colar pequenos pedaços de papel
Expressar-se através de formas e cores, criando uma composição artística pessoal
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Introdução — Apreciação lúdica da obra de Matisse
5 minutosInicie mostrando a reprodução grande da obra de Matisse em local acessível aos olhos das crianças (na altura delas ou pendurada onde todas vejam bem). Não faça explicações longas; deixe que observem livremente por alguns segundos. Use uma linguagem simples e entusiasmada: 'Vejam que cores lindas! Amarelo, vermelho, azul! Que formas diferentes!' Aponte algumas formas geométricas simples (círculos, quadrados, triângulos) com gestos exagerados e convide as crianças a apontarem também. Peça que façam sons ou expressões faciais ao ver cada cor. O objetivo aqui é criar curiosidade e familiaridade com o estilo, sem pressão de compreensão estética.
Desenvolvimento 1 — Exploração sensorial dos materiais
8 minutosDisponibilize sobre a mesa (ou chão) as bandejas com papéis já recortados em tiras e formas simples. Permita que cada criança explore livremente: pegar, tocar, rasgar (se quiser), passar na pele, cheirar. Cirule entre elas oferecendo comentários descritivos: 'Que papel áspero!', 'Que cor brilhante!' Observe como cada criança interage com o material sem direcionar. Algumas podem rasgar mais, outras apenas tocar. Todas as formas de exploração são válidas e parte do processo criativo. Deixe que sinta a textura, o peso, a flexibilidade do papel. Algumas crianças podem levar à boca (verificar se cola e papel são totalmente seguros para isso).
Desenvolvimento 2 — Colagem livre e acompanhada
12 minutosDistribuia uma folha branca ou cartolina clara para cada criança (ou dupla, conforme seu contexto) e o bastão de cola. Demonstre rapidamente como usar: pegar um pedaço de papel, passar cola (ou vice-versa) e colar na folha grande. Use gestos claros e lentos. Convide as crianças a colarem os papéis coloridos à sua escolha, sem padrão definido. Não há erro: pode ser aleatório, pode formar figuras, pode sobrepor cores. Enquanto colam, vá comentando o que observa: 'Que bonito esse vermelho perto do azul!', 'Você colocou um papel bem pequeninho aqui!', 'Que cores vibrantes você escolheu!' Auxilie as crianças que tiverem dificuldade de motricidade fina, mas deixe que tentem o máximo possível sozinhas. Ofereça mais papéis conforme a demanda.
Desenvolvimento 3 — Contemplação compartilhada do resultado
3 minutosApós a colagem, convide as crianças a se distanciarem um pouco para ver melhor o trabalho (seu próprio e dos colegas, se houver). Coloque as obras em local visível na altura das crianças. Use perguntas abertas e simples: 'Qual é sua cor preferida aqui?', 'Que forma você mais gostou de colar?', 'Que trabalho bonito você fez!' Permita que se vejam uns aos outros sem necessidade de julgamento. Estimule o apreço mútuo: 'Veja que cores lindas que seu colega escolheu também!' Essa contemplação compartilhada reforça o senso de realização e comunidade.
Fechamento — Guarda segura e repouso
2 minutosAuxilie a organizar o espaço: recolha materiais soltos, limpe as mãos das crianças com toalhas úmidas, e deixe os trabalhos em local seguro para secar (longe de onde possam ser pisados ou danificados). Convide as crianças a um momento de pausa ou transição para a próxima atividade (ex: música calma, momento no colo). Reforce a experiência de forma breve e positiva: 'Que atividade artística legal que fizemos! Vocês fizeram obras bem coloridas, assim como o artista Matisse!' Permita que as crianças levem seus trabalhos para casa ou que fiquem expostos na sala como lembrança.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com dificuldades de motricidade fina, ofereça papéis em tiras mais largas ou formas pré-cortadas maiores, facilitando a preensão. Você pode passar a cola nas peças antes de oferecê-las à criança, deixando que ela apenas posicione na folha. Para crianças mais ativas ou impulsivas, ofereça uma folha menor ou limite a quantidade de papéis disponíveis de uma vez, evitando sobrecarga sensorial. Para crianças com déficit atencional, trabalhe em dupla ou pequeno grupo, oferecendo mais acompanhamento e reforço positivo constante. Crianças com sensibilidades sensoriais (táteis, visuais) podem trabalhar com papéis de uma única textura ou cores menos saturadas, mantendo a essência da atividade. Adapte também o tempo conforme a necessidade: algumas podem precisar de 5 minutos, outras de 15. Nenhuma criança deve ser forçada a participar se não quiser; permita observação e envolvimento gradual.
Como avaliar
A avaliação deve ser contínua e observacional, não somativa. Durante toda a atividade, observe: (1) o envolvimento sensorial — como a criança explora os materiais, se toca, rasga, experimenta — indicador de curiosidade e engajamento; (2) a participação na colagem — quantas vezes cola, se pede ajuda, se tenta fazer sozinha, sinais de autonomia e confiança motora; (3) as escolhas de cores e formas — indicadores de preferência estética e pensamento criativo; (4) a reação ao resultado — se contempla, se sorri, se compartilha com colegas ou adulto, sinal de satisfação e autoestima. Registre observações breves em notas ou fotos (se autorizado) e compartilhe com responsáveis. O sucesso não é técnica perfeita, mas engajamento, exploração e expressão genuína.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Engajamento sensorial com o material | Criança toca, rasga, explora diferentes papéis e demonstra curiosidade pelo material durante a etapa de exploração. |
| Participação na colagem | Criança cola pelo menos três ou quatro peças de papel na folha, com ou sem auxílio, mostrando interesse em criar. |
| Uso intencional de cores | Criança escolhe e posiciona papéis coloridos diversos, combinando cores (não apenas uma cor ou disposição aleatória desinteressada). |
| Contemplação e satisfação pessoal | Criança observa sua obra ao final, sorri, aponta para alguma parte ou compartilha o resultado com adulto/colega, indicando senso de realização. |
Atividade de extensão
Nos dias seguintes, exponha a obra de Matisse novamente e relembre a atividade. Convide as crianças a fazer colagens adicionais com materiais diferentes (tecidos recortados, papel de revista, papel amassado). Ou crie um painel coletivo onde todas as obras sejam penduradas lado a lado, formando um mural comunitário. Leia livros infantis que explorem cores e formas para consolidar a experiência visual.
Conexões interdisciplinares
Essa atividade conecta-se naturalmente com o campo de experiência 'Corpo, gestos e movimentos' quando trabalha motricidade fina (rasgar, colar); com 'O eu, o outro e o nós' ao estimular expressão pessoal e contemplação compartilhada; e com 'Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações' ao explorar composição, equilíbrio visual e noções de mais/menos cores. Interdisciplinarmente, liga-se à educação emocional (autorregulação, satisfação criativa), à percepção visual (cores, formas), e até à linguagem, quando a criança descreve o que fez. Em projetos posteriores, pode-se articular com música (sons das cores), com história (quem foi Henri Matisse) e com matemática (contagem de formas, padrões).
Para saber mais
Henri Matisse é uma escolha estratégica para crianças bem pequenas porque seu trabalho com cut-outs (recortes e colagens) é visual, abstrato e direto, sem necessidade de realismo figurativo. Para bebês e pequenos, formas geométricas, cores saturadas e composições simples são cognitivamente acessíveis e sensorialmente estimulantes. A colagem, especificamente, é uma técnica poderosa na Educação Infantil porque permite manipulação tátil, exploração livre e resultado imediato, favorecendo concentração e confiança na criança. Não há pressão de 'desenhar bem'; qualquer combinação é válida, democratizando a expressão artística. Além disso, trabalhar com artistas reais desde cedo constrói repertório cultural, familiarizando a criança com nomes, estilos e diferentes formas de criar arte, base para apreciação estética futura.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018) — Educação Infantil, campo de experiência 'Traços, sons, cores e formas' · Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI, 2009)
Perguntas frequentes sobre esta aula
As crianças dessa idade conseguem de verdade colar com cola em bastão, ou devo usar cola quente?+
Cola em bastão é segura e funciona bem. Podem precisar de ajuda para virar/destampar, mas conseguem passar na folha ou no papel com apoio. Cola quente não é recomendada nessa faixa etária por risco de queimadura. Se a cola em bastão não colar bem, experimente um pouco de cola branca diluída em água em pote pequeno com pincel de espuma.
E se a criança quiser comer o papel ou a cola?+
Use apenas papel e cola totalmente não-tóxicos e seguros para ingestão (confira rótulo). Diversas crianças bem pequenas ainda levam tudo à boca; é normal. Supervisione bem perto e redirecione gentilmente. Se persistir, trabalhe em mesa mais alta ou ofereça papel mais úmido (menos atrativo para comer) ou use fita dupla-face em vez de cola.
Como faço se nem todas as crianças quiserem participar ou se algumas ficam frustradas com a motricidade?+
Nunca force. Algumas podem apenas observar no primeiro dia — é válido. Ofereça papéis pré-cortados maiores, ajude segurando a folha ou aplicando a cola. Celebrate pequenos passos. Se ficar frustrada, pausa. Retome depois sem pressão. Cada criança tem ritmo próprio; respeite.
Posso fazer essa atividade se não tiver muitos papéis coloridos?+
Sim. Use revistas, jornais, papel de jornal colorido, guardanapos estampados, papéis de embrulho. Diversidade de texturas é até melhor pedagogicamente. Recorte você mesma em casa antes da aula se precisar economizar tempo em sala.
Quanto tempo dura a cola lavável para secar no papel?+
Geralmente 15 a 30 minutos, dependendo da marca e da quantidade. As obras podem ir para casa úmidas sem problema, mas deixe em local seguro na sala por alguns minutos antes. Se optar por expor, espere secar bem para evitar papéis caindo.




