Brincadeira com água na creche: crianças pequenas explorando objetos que flutuam e afundam em bacia com água
CiênciasCreche 35 minutos

O que boia e o que afunda?

Exploração sensorial e exploratória sobre flutuação e afundamento através de experiências com água e objetos diversos.

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Resumo rápido

Ano escolarCreche
Componente curricularCiências
Duração estimada35 minutos
Etapas da aula5 etapas
Código(s) BNCCEI02ET01 · EI02ET02 · EI02ET03

Alinhamento Curricular (BNCC)

Unidade temática

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Objeto de conhecimento

Exploração de propriedades físicas de objetos — flutuação e afundamento em água; fenômenos naturais e mudanças no ambiente

EI02ET01EI02ET02EI02ET03

(EI02ET01) Explorar e descrever o mundo social e natural com curiosidade e atenção, reconhecendo transformações. (EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais. (EI02ET03) Compartilhar informações e experiências em situações de conversa, brincadeira e exploração.

Competências gerais da BNCC trabalhadas

2 — Pensamento científico, crítico e criativo4 — Comunicação

Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.

Conhecimentos prévios necessários

Crianças desta faixa etária já manipulam objetos do dia a dia e reconhecem água como elemento presente no ambiente (banho, chuva, piscina). Idealmente, já tiveram contato com brincadeiras de água, mas não é obrigatório.

Objetivos de aprendizagem

Possibilitar que crianças bem pequenas explorem, através da brincadeira com água, o conceito de flutuação e afundamento de diferentes objetos.

Explorar sensorialmente a água e seus efeitos sobre diferentes materiais

Observar e reconhecer quais objetos flutuam e quais afundam

Expressar, por meio de gestos, sons e palavras simples, suas descobertas e surpresas

Desenvolver confiança ao explorar um ambiente aquático seguro

Materiais necessários

Duas bacias grandes ou pequena piscina (ou mesa sensorial com água)Água em temperatura mornaObjetos variados e seguros: cortiça, esponja, bola de borracha, pano, colher de plástico, tampinhas de garrafa, blocos de madeira leve, pedra pequena (ou objeto denso que afunda)Toalhas de mãoEsponja macia para limpezaAvental impermeável para crianças (opcional, mas recomendado)Brinquedos que flutuam: patinhos de borracha, barco de plástico
Exploração sensorial de objetos: patinhos flutuando e pedra afundando em bacia com água para crianças bem pequenas

Passo a passo da aula

1

Introdução — Convite e acolhimento

5 minutos

Sente-se no chão ou em local baixo perto da bacia com água já preparada. Chame a atenção das crianças com tom suave e entusiasmado: 'Olhem só que legal! Preparei um lugar especial com água para explorar hoje.' Mostre a bacia e deixe que observem a água, possivelmente tocando na superfície com os dedos (sempre sob supervisão). Converse sobre o que estão vendo: 'A água está fresquinha, não está? Vamos descobrir hoje o que acontece quando a gente coloca coisas dentro dela?' Esse momento é de acolhimento e criação de segurança emocional. Não force contato; algumas crianças podem preferir observar de longe. Valide essa escolha também.

2

Desenvolvimento 1 — Exploração livre com objetos que flutuam

10 minutos

Ofereça, um a um ou em pequenos grupos (máximo 3-4 crianças por bacia para segurança), objetos que flutuam: patinhos de borracha, bola de borracha, cortiça, esponja. Deixe que as crianças coloquem os objetos na água livremente. Enquanto brincam, observe e valide verbalmente: 'Olha só! O patinho está flutuando! Está boiando na água!' Use palavras simples e repita para criar vocabulário. Estimule o toque e a manipulação: 'Quer tentar colocar a bola? Vamos ver o que acontece!' Imite expressões de surpresa ou alegria. Não há certo ou errado nesta etapa — é exploração sensorial pura. Se uma criança tentar puxar a água da bacia ou jogar para fora, redirecione com calma: 'A água fica na bacia, assim a gente pode brincar mais.' Algumas crianças podem só querer salpiar; isso também é exploração válida.

3

Desenvolvimento 2 — Apresentação de objetos que afundam

10 minutos

Após o tempo de exploração com objetos que flutuam, apresente lentamente e um de cada vez objetos que afundam: uma pequena pedra (já testada para segurança), uma tampinha de garrafa, uma colher de plástico. Antes de colocar cada objeto na água, segure-o na mão e diga: 'Agora vamos ver o que o... (pedra) faz na água. Vamos colocar junto?' Coloque lentamente na água e deixe afundar. Observe a reação das crianças. Muitas ficarão surpresas. Valide: 'Oh! A pedra afundou! Ela desceu, desceu para o fundo!' Use gestos com as mãos para acompanhar o movimento. Deixe que algumas crianças tentem colocar objetos também. Se quiserem, permitindo, retire o objeto do fundo e coloque novamente. A repetição reforça a aprendizagem. Não explique 'por quê' de forma complexa; o foco é a observação concreta e a vivência.

4

Desenvolvimento 3 — Comparação sensorial e exploração continuada

7 minutos

Nesta fase, coloque na mesma bacia objetos que flutuam e objetos que afundam. Deixe as crianças observarem o contraste. Aponte e compare: 'Veja — o patinho está aqui em cima, boiando. A pedra está aqui embaixo, afundou.' Use suas mãos para mostrar as posições. Ofereça às crianças a chance de colocar objetos novamente e fazer suas próprias descobertas. Algumas podem tentar tirar e colocar repetidamente — isso é saudável e faz parte da construção do conceito. Se uma criança pegar um objeto que afundou, pode ficar surpresa porque está molhado e mais pesado. Valide: 'Ficou molhado, né? Água muda as coisas!' Mantenha o ambiente lúdico e sem pressão para 'acertar' qualquer resposta.

5

Fechamento — Reflexão e transição

3 minutos

Reúna as crianças próximas à bacia ou sente-se em círculo. Fale sobre o que viram e fizeram, usando palavras simples e gestos: 'A gente descobriu hoje que alguns brinquedos flutuam — ficam em cima da água — e outros afundam — vão para o fundo. Vocês foram super exploradores!' Retome alguns objetos, mostrando novamente: 'O patinho boiou. A pedra afundou. Que legal!' Seque as mãos das crianças com toalha e elogie a participação: 'Vocês tiveram coragem de explorar a água. Parabéns!' Deixe claro que a brincadeira terminou por enquanto, mas voltaremos a explorações parecidas. Transicione para a próxima atividade da rotina. Se houver tempo e interesse, oferça a oportunidade de lavar as mãos e observar novamente como a água funciona (lavar as mãos já é exploração aquática valiosa).

Diferenciação e inclusão

Para crianças com menor interesse ou que fiquem ansiosas perto de água, comece com observação de distância; coloque objetos em uma segunda bacia menor para que manipulem sem pressão. Crianças com dificuldade de motricidade podem contar com apoio do professor para segurar e colocar objetos; use colheres ou pegadores para auxiliar. Para crianças com fobia a água ou que tiveram experiências negativas, respeite totalmente o limite e ofereça alternativas: observar de longe, tocar em objetos molhados fora da água, ou participar apenas nos momentos de fala e validação verbal. Crianças com desenvolvimento avançado podem ser estimuladas a explorar mais objetos, fazer previsões ('Será que isso vai boiar?') ou ajudar colegas. Para crianças com baixa visão, ofereça objetos com texturas muito diferentes (liso, áspero, macio) e descreva verbalmente o que acontece com mais detalhes. Sempre trabalhe em pequenos grupos para garantir segurança e atenção individualizada.

Como avaliar

A avaliação nesta faixa etária é formativa e observacional. O professor observa e registra (mentalmente ou em notas breves) se a criança: (1) demonstra curiosidade ao explorar objetos na água (toca, coloca, observa); (2) começa a diferenciar comportamentos de objetos (reconhece que alguns flutuam e outros afundam, mesmo que não use ainda essas palavras exatas); (3) expressa-se sobre suas descobertas, seja através de gestos, sons, palavras ou comportamento não-verbal (aponta, sorri surpreso, tira sons de admiração); (4) mantém-se segura e confortável no ambiente aquático, participando com confiança ou observando calmamente, sem medo excessivo. Não há 'acerto' ou 'erro' esperado — o objetivo é observar envolvimento, segurança emocional e exploração sensorial. Registre observações simples: 'Maria colocou vários objetos na água e observou com atenção'; 'João recusou participar desta vez, mas observou interessado de perto' — essas anotações informam sobre desenvolvimento individual e orientam próximas atividades.

CritérioO que observar
Exploração e curiosidadeCriança toca, coloca, remove ou observa objetos na água com interesse e repetição espontânea
Diferenciação de comportamentosCriança interage de forma diferente com objetos que flutuam (deixa de lado, observa em cima) versus que afundam (tira do fundo, observa embaixo)
Expressão e comunicaçãoCriança manifesta emoção, faz sons, gestos ou usa palavras simples ao descobrir que algo boia ou afunda
Segurança e confiançaCriança participa com tranquilidade (toca água sem resistência, mantém-se no espaço designado) ou observa calmamente do seu ponto de conforto

Atividade de extensão

Ofereça a exploração repetida em dias subsequentes com novos objetos (esponja, pano, folhas, corça) ou em ambientes diferentes (banheira, piscina sensorial, chuva). Também pode-se explorar 'o que flutua e o que afunda' em momentos do banho da criança em casa (com orientação aos responsáveis), ou ampliar para exploração de material sólido vs. líquido em brincadeiras de areia e água. Livros com imagens de objetos boiando também podem reforçar aprendizado de forma lúdica.

Conexões interdisciplinares

Essa atividade conecta-se fortemente com o campo 'Corpo, gestos e movimentos' (EI02CG02), pois envolve motricidade fina ao pegar, soltar e manipular objetos, além de exploração corporal ao tocar, sentir temperaturas e texturas. Também dialoga com 'Traços, sons, cores e formas' (EI02TS02), já que as crianças observam propriedades visuais e táteis dos objetos. No campo 'O eu, o outro e o nós' (EI02EO03), há desenvolvimento de confiança e autonomia ao explorar um ambiente novo com segurança. Finalmente, 'Escuta, fala, pensamento e imaginação' (EI02EF05) é trabalhado quando as crianças nomeiam e conversam sobre suas descobertas, expandindo vocabulário e linguagem através da exploração sensorial. Toda brincadeira com água, assim, é multissensorial e integrada, não isolada a um único campo.

Para saber mais

Crianças bem pequenas aprendem primordialmente através de exploração sensorial e brincadeira livre. Conceitos abstratos como 'flutuação' tornam-se compreensíveis quando vivenciados concretamente — tocar, ver, repetir. O piagetianos chamam essa fase de 'sensório-motora' (até os 2 anos) ou de 'pré-operacional' (2-7 anos), em que a criança constrói conhecimento através do corpo e dos sentidos, não de explicações verbais. A água é um elemento de grande valor pedagógico porque é segura (quando supervisionada), acessível, versátil e intrinsecamente atrativa para crianças pequenas. Brincadeiras com água promovem não apenas conceitos científicos, mas também regulação emocional, exploração sensorial, segurança afetiva e desenvolvimento motor. Repetir a mesma atividade em vários dias reforça aprendizado e permite que cada criança processe a experiência no seu próprio ritmo. Não há pressa em formalizar conceitos; a vivência é o objetivo.

Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018) — Educação Infantil: Campo de Experiências 'Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações'

Perguntas frequentes sobre esta aula

Como garantir segurança com água em sala? Preciso esvaziar a bacia rapidamente entre crianças?+

Mantenha sempre supervisão direta — nunca deixe crianças sozinhas perto de água. Use bacias rasas (máximo 10-15 cm) e escoe a água entre grupos se a reutilizar. Se a água ficar muito suja, troque-a. Coloque toalhas no chão para evitar escorregos. Roupas molhadas podem ser enxutas ou a criança espera secar naturalmente; informe responsáveis previamente.

E se uma criança não quiser ir perto da água ou tem medo?+

Respeite totalmente. Deixe observar de distância, participe apenas da conversa inicial e final, ou ofereça exploração com objetos secos primeiro. Nunca force. Algumas crianças precisam de múltiplas exposições calmas antes de se sentirem seguras. Não há cronograma fixo — cada uma tem seu ritmo.

Posso usar a mesma água para múltiplos grupos de crianças?+

Sim, se trocar entre cada grupo por higiene. Ou prepare duas bacias simultaneamente para agilizar. Oriente sobre lavar mãos após a atividade. Se surgirem sinais de sujeira (terra, alimento), esvazie e refaça a água. Com bebês menores, prefira água nova por grupo.

Como adaptar se não tiver acesso a uma bacia ou piscina?+

Use um balde grande, uma panela larga, ou até um prato fundo com pouca água. O importante é o contato da criança com água e objetos. Também pode ser feito ao ar livre em dias de chuva ou com mangueira de jardim sob supervisão.

Como avaliar aprendizagem se a atividade é basicamente brincadeira?+

Observe envolvimento, curiosidade (explora objetos?), diferenciação (toca em itens que flutuam e que afundam diferentemente?), e expressão (vocaliza, aponta, sorri?). Não espere linguagem formal. Registre observações simples em suas anotações — essas formam o perfil real de desenvolvimento da criança.

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