
Pintura Usando o Próprio Corpo
Crianças bem pequenas exploram a pintura usando mãos e pés, desenvolvendo autonomia corporal e percepção de texturas.
Resumo rápido
| Ano escolar | Creche |
|---|---|
| Componente curricular | Arte |
| Duração estimada | 35 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EI02CG04 · EI02ET05 · EI02ET01 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Campo de experiência: Corpo, gestos e movimentos; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações
Objeto de conhecimento
Expressão artística e independência corporal por meio da pintura com o corpo
Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo; classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.); explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Não é necessário conhecimento prévio; a atividade parte da curiosidade natural pela textura da tinta e pelo próprio corpo como ferramenta de expressão.
Objetivos de aprendizagem
Explorar a pintura utilizando mãos e pés como instrumentos de criação artística, comparando as marcas produzidas.
Pintar usando as mãos e, se possível, os pés, com apoio do educador
Comparar as marcas deixadas por diferentes partes do corpo no papel
Demonstrar crescente autonomia ao lavar as próprias mãos após a atividade
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Preparação e combinados
5 minutosO educador prepara o espaço forrando o chão com papel grande e organiza potes de tinta em cores variadas nas bordas, explicando de forma simples e lúdica que hoje a pintura vai ser feita com as mãos (e, para quem quiser, com os pés), reforçando que é uma atividade "de sujar mesmo", tranquilizando as crianças mais receosas com bagunça.
Pintura com as mãos
12 minutosAs crianças mergulham as mãos na tinta e pressionam ou arrastam sobre o papel, criando marcas livres, enquanto o educador circula incentivando a experimentação de diferentes movimentos (bater, arrastar, sobrepor cores) e nomeando as cores usadas por cada criança.
Pintura com os pés (opcional, com supervisão)
10 minutosPara as crianças que se sentirem confortáveis, o educador oferece a experiência de pintar com os pés, segurando a mão da criança para equilíbrio quando necessário, e comparando em voz alta com o grupo como a marca do pé é diferente da marca da mão, tanto em tamanho quanto em formato.
Observação das produções
5 minutosCom as produções ainda no chão, o educador reúne o grupo ao redor e aponta as diferenças entre as marcas de mãos e de pés, perguntando às crianças qual marca é maior, menor, ou de qual cor cada uma gostou mais, promovendo uma primeira comparação de atributos das marcas produzidas.
Higienização e fechamento
3 minutosO educador leva as crianças, uma a uma ou em pequenos grupos, para lavar as mãos (e os pés, se aplicável) na bacia de água, incentivando que cada uma tente esfregar as próprias mãos com ajuda mínima, reforçando a progressiva independência no cuidado do próprio corpo.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com aversão sensorial à textura da tinta, oferecer a alternativa de usar apenas um dedo ou a palma da mão coberta por uma luva fina, respeitando o limite de contato de cada uma. Para crianças com maior dificuldade de equilíbrio, evitar a etapa de pintura com os pés ou realizá-la sentadas, com os pés estendidos sobre o papel em vez de em pé.
Como avaliar
Observação da participação da criança na pintura (aceitação da textura, criatividade nos movimentos realizados) e do nível de autonomia demonstrado durante a higienização das mãos ao final da atividade, comparando com registros de atividades anteriores similares.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Aceitação da textura | A criança toca e manipula a tinta com as mãos, mesmo que gradualmente. |
| Exploração de movimentos | A criança experimenta diferentes formas de aplicar a tinta (bater, arrastar, pressionar). |
| Autonomia na higienização | A criança tenta esfregar as próprias mãos durante a lavagem, mesmo com ajuda. |
Atividade de extensão
Expor as produções secas no mural da sala e, em uma roda posterior, retomar com as crianças de quem é cada marca de mão ou pé, reforçando o reconhecimento da própria produção.
Conexões interdisciplinares
Conecta-se ao campo Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações ao comparar tamanhos e formas das marcas produzidas por diferentes partes do corpo, uma primeira noção de medida e proporção.
Para saber mais
Usar o próprio corpo como instrumento de pintura é uma das experiências mais ricas de autoconhecimento corporal na primeira infância, pois a criança literalmente vê a marca de si mesma no papel, fortalecendo a consciência sobre o próprio corpo (esquema corporal) ao mesmo tempo em que explora conceitos artísticos como cor, forma e textura de maneira totalmente sensorial e não verbal.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
É seguro colocar tinta em contato direto com a pele da criança?+
Sim, desde que seja tinta guache específica e certificada como atóxica, própria para uso infantil, disponível em lojas de material escolar. Evite tintas industriais comuns e sempre teste em uma pequena área da pele antes, caso a criança tenha histórico de sensibilidade cutânea.
E se a criança não quiser de jeito nenhum sujar as mãos com tinta?+
Nunca force o contato. Ofereça alternativas como pintar com um pincel grosso, ou apenas observar os colegas primeiro. Muitas crianças aceitam a atividade após ver outras se divertindo, mas isso deve acontecer no tempo delas, sem pressão.
Como faço a limpeza da sala depois dessa atividade tão "suja"?+
Prepare o ambiente com antecedência: forre bem uma área ampla com papel ou plástico, tenha baldes de água e toalhas por perto antes de começar, e reserve tempo extra na rotina para a higienização das crianças e do espaço logo após a atividade, evitando pressa nesse momento.




